A pegada retrô está super em alta, seja nos objetos de decoração, produtos antigos, até em tendências de beleza e o toca discos e o vinil não poderiam ficar de fora.

Toda marca de produto de decoração lançou recentemente produtos com o ar vintage ou retrô. Sejam em detalhes ou na composição como um todo, os produtos retrô estão conquistando cada dia mais adeptos.

Pessoas que tem produtos originais vintage ou retrô conseguem levantar um bom valor de mercado por essas mercadorias. No mercado de beleza as empresas estão investindo alto nesse mercado, no setor feminino, os produtos com esse visual, ganha cada dia mais espaço no mercado. No setor masculino de beleza, as barbearias com esse visual têm invadindo cada dia mais o Brasil e o mundo.

Em comportamento o estilo de vida pinup e rock vem se destacando entre os amantes dessa época. Os amantes de boa música têm revivido de maneira intensa os discos de vinil e os toca discos, antes a muito tempo esquecido.

Como surgiu o toca discos

O inventor do toca discos foi o Thomas Edison em 21 de novembro de 1877, há 143 anos, ele ficou um tempo esquecido, mas o amor por esse aparelho vem ressurgindo.

As conhecidas vitrolas e os amados vinis estão ganhando cada dia mais os corações dos brasileiros, apesar de toda tecnologia de áudio existente. Diferente das tecnologias como MP3, a vitrola transmite sentimentos e lembranças que esse tipo de arquivo não oferece.

Por mais incrível que pareça a venda desse equipamento vem crescendo cada dia mais no Brasil e no mundo. E não é apenas uma fase, é uma tendência que veio para ficar.

Os amantes desse tipo de som, preferem esse formato, devido ao som ser mais encorpado e o prazer de ver a música saindo do vinil não tem preço.

Na América Latina existe uma única fabricante dos famosos discos de vinil que é a Polysom, reaberta em 2011 pelo ressurgimento do vinil.  Atualmente ela produz cerca de 8 mil discos de vinil, mas a produção está aumentando anualmente.

Um hobby que pode ser caro

Colecionar e amar esses itens podem sair caro para quem quer ter essa experiencia, aparelhos antigos em perfeito estado de uso porque custar milhares de reais. Mesmo os modelos novos que são fabricados nessa pegada não saem por menos de R$ 700,00. Alguns modelos de toca disco vem com outras tecnologias embutidas, como a conversão do som do vinil e mp3, após a conversão é só enviar via Bluetooth para seu tablet ou smartphone.

A maioria desses novos produtos não são produzidos em grande escala para evitar a perda da qualidade que muitos reclamavam. Na Polysom, por exemplo, todo trabalho da produção desses toca discos é realizado de maneira artesanal, elevando a qualidade do produto. Por isso, os produtos são exportados para todo mundo, pelo alto grau de qualidade.

Por incrível que pareça, muitas pessoas que são da época do vinil, guardaram sua coleção de discos que atualmente são artigos únicos. E elas precisam ter aonde ouvir essas raridades, aí com esse movimento o mercado foi se reaquecendo.

Mas engana-se que são apenas pessoas daquela época que está amando os vinis terem voltado, muitos jovens que amam música de qualidade, estão se entregando a essa tendência.

Como a produção acontece ainda de maneira artesanal um disco de vinil pode chegar a custar cerca de R$ 70,00. Por isso muitas pessoas entram em clubes de trocas de vinis, o que movimenta o mercado de discos usados.

 A história do vinil

O toca disco ou a querida vitrola é uma invenção que foi derivada do fonógrafo. Uma agulha era utilizada para armazenar e reproduzir os sons que eram armazenados em pequenos furos. Antigamente o som eram armazenados em cilindros de metais e só depois foram substituídos pelos discos de vinil. Os primeiros discos eram feitos de cera e somente na década de 1940 começaram a ser fabricados de vinil.

O vinil também era conhecido como LP (Long Play) o material para confecção do vinil é plástico, normalmente utilizado o PVC só que de cor preta.

Como é gravado os sons no vinil?

No vinil existem microssulcos ou ranhuras em forma de espiral, são eles que conduzem a agulha do toca discos. O disco gira em sentido horário e reproduz o som da borda externa até o centro do disco. A gravação é realizada de forma analógica e mecânica, os sucos fazem a agulha vibras e essa vibração se torna um sinal elétrico. Esse sinal elétrico é amplificado e transformado em música.

O vinil é um objeto muito delicado, pois qualquer arranhão ou sujeira pode comprometer a qualidade do som. Por isso os discos são sempre limpos antes de serem colocados no toca discos e guardados na vertical, dentro de suas capas.

O fim e o ressurgimento

Os discos de vinil reinaram absolutos até o início da década de 90, quando surgiram os compact discs mais conhecidos como CD. Com muito mais capacidade de armazenamento, durabilidade e melhor qualidade, o CD deixou o vinil no passado.

Mas em meados dos anos 2000 ele começou a retornar, devido à demanda dos colecionadores dos LPs que queriam ouvir o som encorpado dos vinis.

No auge os LPs eram confeccionados em três tamanhos, o vinil de 12 polegadas, o de 10 polegadas que era o Ep e o single que era de 7 polegadas.

A fabricação e a gravação dos discos, é um processo complicado mais rápido, o disco passa por 7 etapas diferentes, que levam cerca de 30 minutos.

No Brasil essa tendência é tímida devido aos altos preços, porem crescente. Já nos Estado Unidos já são vendidos anualmente mais de 10 milhões de LPs anualmente. Muitos artistas, além dos formatos comuns de músicas, estão lançando seus álbuns no formato de vinil. Mas os discos ainda mais vendidos ainda são os clássicos do rock e do soul.

Seja você da velha guarda ou da nova geração ouvir o som saindo do vinil é uma sensação que todos deveriam experimentar.

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